sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Ministério Público Federal aponta erros em estudo de Belo Monte e indica aumento do número de atingidos

Especialistas da UFPA detectaram o erro no relatório produzido pela construtora. Segundo eles, o número de alagados por Belo Monte será muito maior do que os 16 mil projetados pela Norte Energia.

Por Vivian FernandesRadioagência NP 

Mais uma ação contra o consórcio Norte Energia, responsável pela construção de Belo Monte, é movida pelo Ministério Público Federal (MPF). O órgão acionou a Justiça devido a erros de medição nos Estudos de Impacto Ambiental sobra a área que será alagada na cidade de Altamira (PA).

Especialistas da Universidade Federal do Pará (UFPA) detectaram o erro no relatório produzido pela construtora. Segundo eles, o número de alagados por Belo Monte será muito maior do que os 16 mil projetados pela Norte Energia. Os erros foram na chamada cota 100. Isso indica que os moradores que estiverem abaixo do limite de 100 metros acima do nível do mar poderão ser atingidos por alagamento permanente e terão que ser removidos.

O MPF pede na ação que a Norte Energia seja obrigada a cadastrar todos os moradores e trabalhadores do perímetro urbano de Altamira que serão atingidos, de acordo com o estudo da UFPA. Também, que o consórcio identifique e avalie o valor indenizatório dos imóveis afetados, além de oferecer a opção de reassentamento para todos os atingidos.

No mínimo 9 mil pessoas a mais serão atingidas por Belo Monte segundo o MPF. Mas, devido ao fluxo migratório de trabalhadores para a obra esse número tende a aumentar. As irregularidades econômicas, jurídicas e socioambientais de Belo Monte já geraram ao menos 54 ações do MPF, da Defensoria Pública e de organizações da sociedade civil.


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