sábado, 26 de abril de 2014

Fundação Banco do Brasil premia 30 projetos agroecológicos

Edital de R$ 25 milhões selecionará 30 projetos agroecológicos Estão abertas até 16 de maio as inscrições de propostas para o Programa Ecoforte, que investirá R$ 25 milhões em projetos de cooperativas e associações que atuam com agricultura orgânica e extrativismo de forma sustentável.
O Ecoforte integra o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Brasil Agroecológico) do governo federal e prevê a comercialização dos produtos das redes, cooperativas e associações de pequenos produtores, aumentando a renda familiar dos participantes e possibilitando, assim, a inclusão socioprodutiva desse público.

 Os projetos devem ter por finalidade a promoção de benefícios a agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais e indígenas, bem como a suas organizações econômicas, tais como empreendimentos rurais, cooperativas e associações. Esse programa dá a oportunidade de produzir respeitando a terra, cuidando dos recursos ambientais, ao mesmo tempo em que dá autonomia para as pessoas viverem com dignidade, ganhando o seu sustento e oferecendo um produto que leva para a mesa dos brasileiros mais vida, com alimentos mais nutritivos , disse o ministro da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho. O valor máximo do investimento é de R$ 1,25 milhão por projeto. Neste primeiro ano serão selecionados 30 projetos.

A expectativa é diversificar e ampliar a capacidade produtiva, intensificar as práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica. Os recursos que não são reembolsáveis - são oriundos da Fundação Banco do Brasil, do Fundo Amazônia e do Fundo Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O edital do Ecoforte pode ser consultado no site da Fundação BB: www.fbb.org.br.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

2014: Ano da Agricultura Familiar, Camponesa e Indígena


Por Selvino Heck

Você sabe o que come? Nós sabemos o que comemos? Eu sei de onde vêm a cenoura, o feijão, o arroz, o repolho, o frango, a cenoura, o tomate? Quem os planta e produz e os faz chegar à minha/nossa mesa todos os dias?

Este ano é mesmo um ano muito especial. Ano de Copa do Mundo depois de 64 anos (a primeira Copa de que tenho lembrança foi a de 1958, que ouvi no velho e grande rádio de papai Léo, aboletado na cozinha de casa, de som tronitruante e limpo), ano de eleições.
Ano também dos 50 anos do golpe militar de 1964 (lembrar muito e sempre, para que nunca mais aconteça), 30 anos das Diretas-Já (a democracia voltando a florir, felizmente até hoje, período mais longo da história brasileira).
E 2014 é o Ano Internacional da Agricultura Familiar.

O Ano Internacional da Agricultura Familiar (Aiaf) é fruto da iniciativa de movimentos sociais do campo, com apoio de vários governos, especialmente o brasileiro. Em 2008, iniciaram uma campanha para que as Nações Unidas adotassem a proposta de um Ano Internacional da Agricultura Familiar. Em 2011, A Assembleia Geral da ONU, por unanimidade, declarou 2014 como o Ano Internacional da Agricultura Familiar, dando mandato à Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para implementar o Aiaf 2014.
O Aiaf é o primeiro ano internacional da ONU promovido pela sociedade civil, por mais de 360 organizações de 60 países dos 5 continentes. No Brasil, é o Ano da Agricultura Familiar, Camponesa e Indígena, organizado pelo Comitê Brasileiro do Aiaf 2014, composto por 49 entidades, 31 da sociedade civil e 18 do governo federal. Cabe ao comitê, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), planejar, propor, promover, articular, organizar as atividades do Aiaf. Informações: Clique aqui.

Por que o Aiaf é tão importante? Há hoje 1,5 bilhão de pessoas em 380 milhões de estabelecimentos rurais, 800 milhões com hortas urbanas, 410 milhões em florestas e savanas, 190 milhões de pastores e mais de 100 milhões de pastores camponeses. Dentre todos estes, 370 milhões de indígenas. Juntos, estes 3 bilhões de agricultores familiares, camponeses e indígenas constituem mais de um terço da humanidade e produzem 70% dos alimentos do mundo. Sim, o número está certo: 70% dos alimentos do mundo.
No Brasil, os agricultores familiares respondem por 84,4% dos estabelecimentos do país, ocupam 24,3% da área cultivada e empregam 74,4% da mão de obra do setor agropecuário. Mesmo com pouca área, a agricultura familiar produz 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 34% do arroz, além de 58% do leite, 50% das aves e 59% dos suínos.

Os cerca de 5 milhões de estabelecimentos da agricultura familiar, que representam 83% do total de estabelecimentos agropecuários dos países dos Mercosul, produzem a maioria dos alimentos produzidos na região e são os principais responsáveis pelas ocupações no campo.
A agricultura familiar, camponesa e indígena produz 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros. Isto é, o tomate que eu como, nós comemos, as verduras, as frutas, o milho, o arroz, o feijão, as carnes, até a cachaça e o vinho, vêm do suor e do trabalho de agricultores familiares, de camponeses e indígenas.

A 4ª Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional + 2, acontecida na semana passada, em Brasília, fez um balanço das decisões da 4ª Conferência de SAN e da execução do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan). Semana retrasada, a Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica (Ciapo) apresentou à Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Cnapo) o primeiro balanço do recém lançado Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo).

Representantes governamentais e de movimentos sociais, redes, ONGs, fóruns e articulações valorizam a agricultura familiar, camponesa e indígena e celebram o Aiaf 2014. E querem alimentação adequada e saudável, sem agrotóxicos, sem venenos, não transgênicos. Querem cultivar a vida e a qualidade de vida, querem a produção cooperada e, portanto, um projeto de desenvolvimento com justiça social e ambiental, distribuição de renda, respeito à natureza, direitos plenos a mulheres e jovens, terra para todos e todas.

A agricultura familiar, camponesa e indígena, em especial a de base agroecológica e orgânica, é referência de valores comunitários e cooperados, de alimentos saudáveis, de sujeitos de direitos, de uma nova sociedade. Este é mesmo um ano abençoado: para celebrar, para decidir o futuro, para cuidar da vida e do planeta, para dizer obrigado aos/as agricultores/as familiares, camponeses/as e indígenas. Eu sei o que como. Eu sei quem produz o que como.

* Selvino Heck é assessor especial da Secretaria Geral da Presidência da República, secretário executivo da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e membro do Comitê Brasileiro do Aiaf 2014

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Campanha na internet quer precionar governo a incentivar compra de bicicletas


Vídeo novo da Rede Bicicleta para Todos e divulguem! https://www.youtube.com/watch?v=do6wOuOkOrk 

Feirão do IPI Zero... é só hoje!

A elevada carga tributária incidente sobre a bicicleta, suas partes e peças representa um dos principais entraves para o pleno desenvolvimento de uma cultura da bicicleta no Brasil.
Apenas a isenção do IPI significaria um aumento de 11,3% nas vendas, o que representaria um superávit de arrecadação para o Governo Federal na ordem de 1,2%.

O Brasil possui entre 50 e 70 milhões de bicicletas, o que significa que aproximadamente 75% dos brasileiros não possuem bicicletas. Isto representa um potencial de crescimento enorme, apesar do histórico de queda no consumo e na produção de bicicletas desde 2008.

Em média 72,3% do custo de uma bicicleta, no Brasil, vem dos impostos. E esta alta tributação é responsável por manter 40% da produção nacional de bicicletas na informalidade.

O Brasil possui 240 fabricantes espalhados por todo o território nacional, em todos os Estados. Esta pulverização é histórica e assim permanece, apesar das desigualdades impostas pelas complicadas e perniciosas regras tributárias para este setor que faz tão bem à sociedade.
A isenção do IPI, portanto, à luz da realidade do setor e das condições socioeconômicas dos ciclistas - e potenciais ciclistas - é apenas o primeiro passo para uma correção histórica das desigualdades no setor, bem como para a ampliação do acesso a este meio de transporte tão benéfico e, por que não, revolucionário.


Esta mensagem foi enviada por Bicicleta Para Todos pelo sistema da Change.org. Você recebeu este email porque assinou o abaixo-assinado iniciado por Bicicleta Para Todos na Change.org: "IPI Zero para Bicicletas". A Change.org não é responsável pelo conteúdo desta mensagem.

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quarta-feira, 23 de abril de 2014

No es el día mundial de la Tierra, es el Día Mundial de Nuestra Única Madre Tierra

Ollantay Itzamná
ALAI AMLATINA

Hoy, 22 de abril, como todos los días del año, se seguirá liberando toneladas de dióxido de carbono, metano, butano, etc., hacia el manto sagrado (la atmósfera) de nuestra Madre Tierra. Incuantificables metros cúbicos de veneno químico se verterá al sistema sanguíneo (cuencas hídricas) de la Pachamama. Los perforados pulmones (bosques) de nuestra envejecida Madre serán rebanados como mantequilla por la moderna tecnología. Y, muchos de sus hijos/as defensores seguirán presos, perseguidos o matados por el moderno sistema del desarrollo.

Mientras tanto, las corporaciones ecocidas, gobiernos matricidas y organismos internacionales ineptos, organizarán circos celebrativos en diferentes rincones del mundo bajo el eslogan de: “Día mundial de la Tierra”. ¡Verdugos celebrando el aniversario de su víctima!

Si bien, el 22 de abril, ya desde 1970 (por resolución de la ONU), se recuerda el día mundial de la Tierra; sin embargo, la motivación y la finalidad de dicha resolución internacional fue únicamente para promover el cuidado de los recursos naturales para el desarrollo. La filosofía de dicho acuerdo siguió siendo antropocéntrico, y la Tierra, la eterna materia muerta, despensa para algunos humanos.

Pero la Pachamama, un megaorganismo que supera la capacidad de comprensión de la inteligencia lineal de las y los androcéntricos, activó su conciencia y dignidad en la inteligencia sintiente y simbólica de los pueblos del Sur. La Tierra Madre, como un ser vivo, con dignidad y conciencia propia, en su esfuerzo de prevenir la debacle a la especie humana, impulsó e impulsa la conciencia y la identidad Tierra en las y los esquilmados por el sistema-mundo-occidental.

Así fue como, en 2009, luego de arduos esfuerzos, y en la complicidad de Evo Morales (Presidente de Bolivia) y Miguel D’Escoto (entonces Presidente de la Asamblea General de ONU), las Naciones Unidas, por 192 votos a favor, resolvió que el 22 de abril sería el DÍA MUNDIAL DE LA MADRE TIERRA.

La propuesta presentada por Evo Morales, y aprobada por la ONU, ya no concibe a la Tierra como una materia o despensa salvaje para los humanos. La Tierra, según la filosofía de los pueblos indígenas y milenarios, y según la Carta de la Tierra (aprobada por la ONU en el año 2000) es un ser vivo. Es nuestra Sagrada Madre. Un ser con derechos, y de cuyos derechos depende los derechos humanos.

El 22 de abril celebramos la dignidad y la vida de nuestra única Madre. Este día no se trata de plantar árboles o de montar bicicleta para cuidar “nuestra casa común”. No se trata de eso. Se trata de reflexionar y actuar en defensa de los derechos de nuestra única Madre (cuyos elementos componen y configuran nuestra existencia). No tanto por el bien que nos pueda generar, sino porque amamos a Ella, a Ella pertenecemos y de Ella depende nuestra existencia.

El 22 de abril se trata de tomar conciencia de nuestra identidad Tierra, de nuestra espiritualidad Tierra, de nuestra dignidad Tierra. Seamos de cualquier pueblo que seamos, somos tierra que ama, que siente, que piensa, que sueña, que llora. Venimos de Ella, estamos en Ella y hacia Ella vamos. Por tanto, al tomar conciencia sobre Ella deberíamos de tomar conciencia de nuestra existencia, de nuestra actitud y sentimiento hacia Ella. Sólo la conciencia y la dignidad Tierra activará en nosotros/as la pasión y la convicción de vivir sólo con lo necesario.

URL de este artículo: http://www.alainet.org/active/73129


Mas informacion: http://alainet.org

segunda-feira, 14 de abril de 2014

XIII Encontro Verde das Américas está com inscrições abertas

Acontecerá nos dias 27 e 28 de maio de 2014, em Brasilia DF, o XIII Encontro Verde das Américas, o "Greenmeeting Brasilia 2014". Onde um seleto grupo de palestrantes entre técnicos, autoridades e personalidades estará debatendo grandes temas de interesse local e global, como Água e Sustentabilidade Energética, entre outros. O Encontro reunirá lideranças nacionais e internacionais sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável, tanto governamental quanto não governamental, que entre outros acontecimentos, se dará a entrega do Prêmio Verde das Américas 2014. Participação gratuita e limitada. Para participar credenciem-se no site: www.greenmeeting.org