quinta-feira, 22 de maio de 2014

Escritor critica desflorestamento em Mato Grosso

DESFLORESTAMENTO 

 “Na sombra de um mato grosso, um vago sussurro de lamentos ecoa brando e sonoro. Pranto aflito da floresta, tudo o que sente e padece tortura e mata rapidamente. Incógnito desgosto, palidez sem rosto na volúpia efêmera de ser verde. Excelsa dor desconhecida, que de árvore em árvore derrubada lamenta o fim da existência fluídica das fragrâncias e das cores. Já não sois impenetráveis, oh selva secular! A grande harmonia é quebrada pelos galhos que se ajoelham ao chão. Mesmo já desfolhada, do interior dos seus sentidos, indaga o objetivo insano da matéria que não se transformará em húmus”.

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