quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Ativistas do Greenpeace e índios Munduruku se unem contra construção de complexo hidrelétrico dos Tapajós

Projetos dos índios Munduruku
No fim da tarde de ontem, cerca de 60 índios Munduruku se uniram a ativistas do Greenpeace para protestar contra a construção do Complexo Hidrelétrico dos Tapajós, no oeste do Pará. Na areia de uma praia próxima à cachoeira São Luiz do Tapajós, onde está prevista a primeira hidrelétrica, foi escrita a mensagem “Tapajós Livre”, para lembrar que aquele local, muito importante para os Munduruku, não pode desaparecer para dar lugar a uma hidrelétrica.

Ao todo, o Complexo prevê cinco hidrelétricas, cuja soma da área dos reservatórios ultrapassa o tamanho da cidade de São Paulo. Acontece que a região que está prestes a ficar debaixo d’água abriga uma das principais porções de floresta intacta do país, afetando unidades de conservação e terras indígenas.
Às vésperas da COP 20, conferência mundial sobre o clima a ser realizada em dezembro, no Peru, o Brasil mostra que ainda não entendeu que não precisa inundar suas florestas para produzir mais energia. Temos um enorme potencial em outras fontes renováveis, como eólica, solar, biomassa e mesmo energia oceânicaQueremos o Tapajós livre já!

Construir hidrelétricas na Amazônia é reflexo de um modelo energético falido. Temos sol, temos vento. Precisamos de mais incentivos e investimentos em energias renováveis. Se você também quer um mundo mais verde, junte-se a nós.

Nenhum comentário:

Postar um comentário