quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Democratização do Copam pode ajudar a resolver crise da água

Participei das discussões sobre o programa do então candidato a governador de Minas, Fernando Pimentel, para as áreas de meio ambiente, energia e comunicação. Testemulhei em praça pública, no dia 14 de setembro de 2014, ele anunciar seu compromisso prioritário com a água. Vejo agora seu esforço na busca de soluções de curto, médio e  longo prazos para crise hídrica no Estado: uma campanha  da Copasa pela redução do consumo foi colocado no ar em poucos dias, reuniões com prefeitos da Grande BH e busca de recursos no governo federal para as obras necessárias.
Como o eixo do programa de governo que venceu as eleições é a participação popular, aguardamos com ansiedade as medidas institucionais e legais para ampliar a participação popular no Conselho de Política Ambiental (Copam), hoje um órgão "hierarquizado" e sem poder efetivo na definição da política ambiental do Estado. Aliás, qual política ambiental?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Como ficam as outorgas de água para os minerodutos?

Dentre as medidas que o  pedido de declaração de escassez hídrica, que a Copasa enviou ao Instituto de Gestão das Águas de Minas Gerais (Igam), podem provocar está a redução do volume de água usado para o transporte do minério até o litoral ou mesmo a suspensão das outorgas. Por outro lado, governo federal e iniciativa privada precisam adotar plano urgente par a iniciar a construção de ferrovias, modal mais sustentável para este tipo de transporte.

http://migre.me/olkg4

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Hidrelétricas absorvem ou emitem gases de efeito estufa?

Embora estudos recentes, divulgados pela Eletrobrás, apontem para um  papel positivo de vários reservatórios de usinas hidrelétricas na absorção de gases de efeito estufa, outra pesquisa, realizada pela UFMG, contrapõem-se à literatura convencional acerca de critérios usados na medição da concentração de gases. Confira aqui as duas abordagens

http://migre.me/o8zwX

http://migre.me/o8Asw

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Greenpeace alerta sobre o agravamento da crise de água em São Paulo e chama ativistas a se mobilizarem

O ano virou, a crise continua

O ano de 2015 chegou, e a crise da água no estado de São Paulo segue mais grave do que nunca. O Sistema Cantareira, que atende mais de 8 milhões de pessoas na Grande São Paulo, atualmente tem apenas 6.5% de sua capacidade já contando com a segunda cota do volume morto - que, segundo especialistas, não é seguro para consumo. O Sistema Alto Tietê, que por sua vez atende mais de 3 milhões de pessoas, também se encontra em situação preocupante: desde meados de dezembro está sendo usada a primeira cota de seu volume morto, e o nível atual é de 11.3%.

Até o momento não tem chovido o necessário para reverter a grave crise que resulta primariamente de uma má gestão pública dos nossos recursos hídricos. O risco da água acabar para os habitantes da maior metrópole brasileira em pouco tempo continua presente.

As obras já anunciadas pelo governo estadual, em parceria com o federal, devem demorar dois anos para gerar resultados concretos, não ficando prontas para o período de estiagem que começa em abril. E elas não atacam a raiz do problema - apenas terceirizam, trazendo para a Grande São Paulo água de outras bacias que também sofrem problemas de gestão. Pouco (ou nada) se fala de recuperação de mananciais, medidas firmes para reduzir o consumo e desperdício especialmente dos grandes consumidores, e mudanças estruturais no modelo de gestão de recursos hídricos, que estão entre as demandas da Aliança pela Água da qual o Greenpeace faz parte.

Além disso, a conexão entre a atual crise e o desmatamento da Amazônia é um assunto que nenhum nível de governo está discutindo a sério.Estudos indicam que cerca de metade da água das chuvas que caem nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste vêm da Floresta Amazônica, o que mostra a relação direta entre a derrubada da floresta e secas pelo país (que devem atingir 55% dos municípios este ano). Por essa e outras razões a proposta de lei pelo Desmatamento Zero é tão importante - Não fique parado, Assine a petição.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Sete Ecos convida para sete dias de imersão em permacultura


Curso de Design em Permacultura

Sete dias de imersão profunda ao campo de conhecimentos e de práticas que possibilitam integração com sistemas produtivos, construtivos e ecológicos para o permanecer na consciência integral do ser inserido em seu ambiente natural da criação de espaços que imitem os ecossistemas naturais, causando impactos positivos nos campos sociais, ambientais, econômicos e culturais. Visão para a sustentabilidade, movimentos que inspirem ações comunitárias na construção dessa linda troca de sabores e saberes. O recordar da memória ancestral para a espiritualidade ecumênica na celebração desse compartilhar.
Com ações voltadas para a valorização dos saberes ancestrais em conciliação com o conhecimento científico surge a permacultura, fusão das palavras “cultura + permanente”, como um sistema de design para a criação de ambientes humanos sustentáveis, ecologicamente corretos, economicamente viáveis e socialmente justos, cujos os padrões se assemelham ou imitam a natureza. Como um fenômeno social mundial, cada vez mais pessoas se unem com propósitos de ecologia profunda e integral, economia solidária e evolução espiritual, vivendo em comunidades sustentáveis ou ecovilas, sítios experimentais ou ainda organizados em redes urbanas e colaborativas.
PDC, sigla em inglês que significa “Permaculture Design Course”, é a formação oficial pela qual qualquer pessoa passa para se tornar um permacultor. Oficialmente esse curso segue um padrão de qualidade por todo o mundo, e foi estabelecido pelos cientistas e criadores da Permacultura, Bill Mollison e David Holmgren.
O projeto permacultural resulta na integração harmoniosa entre as pessoas e a paisagem, com a proposta de criar sistemas de produção da vida integrados em todas as suas fases, com maior resiliência, autonomia e aproveitamento total de energia gerada, por meio da transformação de resíduos em insumos. Em suma, a possibilidade de compreender como podemos manter, proteger e causar impactos positivos no nosso meio-ambiente, elevar a nossa qualidade de vida e assegurar um futuro mais promissor e digno para as próximas gerações.
 



Símbolo da permacultura. A serpente que morde o próprio rabo é uma imagem presente em diversas culturas ancestrais. Representa a roda da vida, o ritmo presente na natureza, os ciclos de nascimento e morte. Em última instância, pode ser interpretada também como a roda da história, e a lei da ação e reação: tudo aquilo que cada um faz, retorna para si mesmo de “alguma maneira”.

Conteúdo Programático
Introdução à Permacultura: Ética, Princípios, Conceitos, Padrões, Elementos, Fluxos, Setorização, Zoneamentos, Metodologias de Design, Leitura da paisagem, leitura de mapas, construção de mapa de informações.
Produção de Alimentos: Soberania alimentar, roçado, agrofloresta, plantios anuais e perenes, cultivos consorciados e rotação de culturas, hortas, jardins comestíveis, espiral de ervas, banco de sementes, estufa, viveiro de mudas, criação animal (galinheiro rotacionado e móvel), compostagem de resíduos orgânicos, minhocários, adubação verde, biofertilizantes e biodigestores.
Manejo Sustentável da Água e Saneamento Ecológico: sistemas de captação, armazenamento, tratamento e distribuição (irrigação) de água, em que constam: Açudes, tanques, cisternas, aquicultura e alagados, bombeamento, sistemas de irrigação, banheiro seco, filtros biológicos, filtros de carvão ativado, fitorremediação, conservação, recuperação de nascentes e produção de águas.
Sistemas Sociais: Ecopedagogia, Ecovilas e Comunidades Intencionais (Dimensão Social, Dimensão Ambiental e Dimensão Econômica), Negócios Verdes, Sistemas Financeiros Éticos. Comunicação não Violenta, Saúde e Bem Estar Espiritual.
Tecnologias para Aproveitamento das Fontes Renováveis de Energia: Micro-hidroelétricas, células fotovoltáicas, painéis solares, mini eólica, cozinha solar, iluminação com LEDs, aquecimento de água e ambientes.
Bioconstrução/Sistemas Autônomos Construtivos: Bambu, bambu a pique, pau a pique, taipa de pilão, cob, adobe, super/hiper adobe, calfitice, telhado verde, telhado de pet, madeira, ferrocimento e solo cimento.
Permacultura Urbana: Práticas ecológicas, hortas verticais, hortas comunitárias, compostagem de cozinha, uso eficiente da energia.

                                    
Maiores informações e inscrições em http://seteecos.com.br/eventos/

Atenciosamente,

Marconi
Equipe Sete Ecos