quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A Floresta Amazônica pede socorro

Estamos enfrentando sérios problemas de falta de água no Brasil. Em tempos de racionamento, não podemos esquecer que a Amazônia possui cerca de 25 mil rios e estoca aproximadamente 12% de toda a água doce da Terra. Isso a torna responsável, em boa parte, pela água que sai da sua torneira. Porém a Amazônia está virando um canteiro de obras que está acelerando sua destruição e nossa falta de água, principalmente nas grandes cidades. No entanto, essa é uma história que podemos mudar juntos.
A destruição de nossas florestas pelo desmatamento não ocorre para produzirmos alimentos, pois já temos áreas abertas no país em quantidade suficiente para dobrar nossa produção. Ela é fruto da exploração ilegal de madeira, movida a violência e ganância. E nós precisamos de ajuda para mudar esse cenário.
Juntos podemos mostrar que não precisamos destruir as florestas, nosso maior e mais rico patrimônio, e que isso não nos trará benefício algum, apenas tornará nossa vida mais difícil. A prolongada escassez que estamos enfrentando no estado de São Paulo e em todo Sudeste é prova disso.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Assassinato de Dorothy Stang completa dez anos e lembra a luta contra o desmatamento das florestas brasileiras


Neste 12 de fevereiro, o assassinato de Dorothy Stang completa dez anos. Os culpados, entretanto, continuam à solta. Ao invés de triste exceção, a morte da missionária norte-americana é o retrato fiel da violência que assola comunidades rurais de todo o Brasil, em especial da Amazônia. O círculo vicioso de mortes, impunidade e mais violência alimenta uma indústria que vem financiando há décadas o desmatamento da Amazônia. Não bastasse o horror da violência, as famílias que sobrevivem às ameaças e os parentes das vítimas assassinadas ainda têm que conviver com seus algozes livres.

As populações tradicionais da região vêm sendo exterminadas por motivos econômicos muito claros: sejam atividades ligadas ao agronegócio, grilagem de terras ou exploração ilegal de madeira.
De acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra, de 2005 a 2014, 325 pessoas foram assassinadas por conflitos agrários no Brasil.Mais da metade desses casos aconteceu na Amazônia Legal. Isso mostra que, uma década depois da morte de Dorothy Stang, o sangue continua a correr na floresta.

Para evitar que essa realidade continue a imperar, estamos mobilizando a sociedade para colocar em discussão no Congresso Nacional a lei do Desmatamento Zero. Você que já assinou a petição, ajude compartilhando com seus amigos nas redes.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

13ª Semana Nacional dos Museus terá como tema arte para uma sociedade sustentável



Estão abertas as inscrições para a 13ª Semana de Museus. De 05 de dezembro de 2014 a 22 de fevereiro de 2015, museus e outras entidades culturais poderão se inscrever para participar dessa ação coordenada pelo IBRAM. A Semana Nacional de Museus acontece anualmente para comemorar o Dia Internacional de Museus, 18 de maio, quando museus brasileiros, convidados pelo IBRAM, desenvolvem uma programação especial em prol dessa data.

Ação que mais comemora essa data no mundo, a Semana de Museus é responsável pelo aumento de mais de 100% do público nos museus do país durante sua realização*. Museus e outras entidades culturais interessados em participar da 13ª edição da Semana devem inscrever eventos e promover sua realização entre os dias 18 e 24 de maio de 2015, chamando, assim, a comunidade a refletir, discutir e trocar experiências sobre o tema sugerido pelo ICOM (Conselho Internacional de Museus): Museu para uma sociedade sustentável.

A realização das atividades fica sob a responsabilidade da própria instituição que as inscrever, bem como a viabilização para seu desenvolvimento. Ao Ibram cabe divulgar a programação nacional da Semana de Museus e produzir e distribuir o Guia da Programação.

Mais informações e inscrições: http://eventos.museus.gov.br/

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Onde estão os recursos para a conservação das águas?

Ontem, dia 03/02, o direitor de meio ambiente da a empresa Itaipu Binacional esteve em Belo Horizonte, para apresentação do programa "Cultivando Água Boa", a diretores e empregados da Copasa e da Cemig. Criado há 12 anos, o programa desenvolve ações de proteção ambiental em 211 microbacias do Paraná, em parceria com prefeituras e comunidades. O investimento anual é de 7,5 milhões de dólares, frente a um faturamento total da empresa de 7,5 bilhões anuais.

Em Minas, a Lei 12.503/97, conhecida como Lei Piau, criou o Programa Estadual de Conservação das Águas, que deveria ser mantido com a aplicação de 0,5% da receita operacional líquida das empresas de abastecimento de água e de geração de energia hidrelétrica. No portal de Transparência do governo estadual não há dados disponíveis sobre o paradeiro de tais recursos.

Diante da crise hídrica que vivenciamos, a experiência exitosa de Itaipui  "cai como uma luva" para Minas Gerais, onde o governador Pimentel pode lançar mão de agências importantes como a Copasa, a Cemig e Emater, para implementar uma vigorosa política publica de conservação das águas. Alguém duvida dessa necessidade?