terça-feira, 4 de agosto de 2015

Extrativismo não é indústria

Os efeitos da atividade extrativista vão além das comunidades locais, eles interferem nas políticas ambientais e na concepção de natureza e criam o mito da solução científica e técnica para a amputação ecológica (visíveis e invisíveis)  que promove.  Essa é a opinião do pesquisador uruguaio Eduardo Gudynas, do Centro Latino Americano de Ecologia Social, que participou, no dia 3 de agosto, do Seminário Mineração na América Latina: neoextrativismo e lutas territoriais, realizado na UFMG, em Belo Horizonte.  Para ele,  o extrativismo não é  uma indústria, pois não produz nada.

No seminário, pesquisadores da Argentina, Chile e  Colômbia apresentaram estudos sobre consequências das atividades extrativistas de mineração e de petróleo em seus países. Pesquisadores brasileiros abordaram casos do estado do Pará e de Minas Gerais, que contou também com depoimentos de  representantes de comunidades  atingidas em Conceição do Mato Dentro (MG) e  Porto Açu (ES).