sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Sociedade civil e estados ainda estão fora da agenda da ONU para o desenvolvimento sustentável

Nos meses de setembro e outubro, duas reuniões, uma em Santiago e outra m Bangkok, de representantes de países membros a ONU, devem "capinar"  boa parte dos 1.063 indicadores propostos para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Para quem não se lembra são 17 objetivos (veja aqui http://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/ ) , com 169 metas, estabelecidos na Conferencia Rio + 20, realizada em 2012.  A redução do número de indicadores dos ODS poderá  produzir resultados mais palpáveis no monitoramento da chamada Agenda 2030 das Nações Unidas.
O diretor do Centro  Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+), órgão do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) , Rômulo Paes, falou recentemente sobre o assunto, em Belo Horizonte, em eventos realizados na Fapemig e na Fundação João Pinheiro. Segundo ele, apesar da atuação destacada da diplomacia brasileira  nas negociações, ainda há pouco envolvimento dos estados e da sociedade civil nessa discussão. Além dos indicadores regionais e nacionais, ele propõe que sejam adotados também indicadores municipais, que considerem as diferenças locais e a subjetividade do que se pretende medir.
Além do baixo engajamento da sociedade civil e a falta de coordenação e apropriação da agenda nos níveis subnacionais, outros riscos são apontados para a implementação dos ODS, como a falta de interesse no monitoramento, a incongruência do arcabouço institucional de cada país e as limitações técnicas.
Apesar das duas reuniões agendadas para discussão dos indicadores, o "martelo só será batido" em março de 2016, três meses após a Conferência do Clima (COP 21), que acontecerá em Paris, já que está deverá estabelecer diretrizes com alto potencial de influência na implementação dos ODS.


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