segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A lógica alienígena das mineradoras

A lógica alienígena das mineradoras

Recursos naturais não são  fatos naturais, e sim decorrentes de uma decisão político-cultural. São fatores produtivos, não humanos, que vem da natureza. Os recursos naturais , no entanto, só se transformam em produto quando há demanda e quando há tecnologia para sua produção, alerta Robson Dias da Silva, doutor em economia e professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Ele proferiu palestra no último dia 19 de novembro, na  Fundação João Pinheiro, em Belo Horizonte, sobre o tema "Estado, Recursos Naturais e Desenvolvimento no Brasil".
Os recursos naturais são classificados por sua reprodutibilidade (renovável o não), pelo seu tipo (agrícola, mineral, pecuário, florestal ou pesca) e pelo seu uso energético.  O recursos não renováveis , são os minerais energéticos, metálicos e não metálicos. A  renovação tecnológica, no entanto,  podem torná-los não recursos. A substituição por  produtos sintéticos é um bom exemplo disso.
Segundo Robson Silva, o território é central para entender a dinâmica produtiva m a exploração, extração, transporte, distribuição e consumo desses recursos.No anos 2000, com o desenvolvimento da telemática e a corrida por novos mercados, surgem  novos arranjos territoriais de produção industrial de escala globalizada, com possibilidades de expansão do comércio e das finanças globais. Estados nacionais e grandes corporações, dessa forma, se associam em estratégia de conquista de mercados. Empresas como Monsanto, Cargill, Exon, Petrobras,Vale, BHP, exercem forte influencia na geopolítica, pois formam verdadeiros centros de poder. Mais importante que sua expressão monetária, no entanto, é o caráter estratégico de algumas delas, como  no caso da produção do nióbio em Minas Gerais, na opinião do pesquisador.
Referindo-se ao desastre ambiental ocorrido, recentemente, com a barragem de rejeitos mineração em Minas Gerais, Robson Silva alerta para a lógica alienígena das grandes corporações. Elas são geridas de fora do território, longe das prefeituras, do governo estadual e federal.
Na America Latina, e especialmente no Brasil, onde o crescimento é liderado pelas exportações e o  desenvolvimento é baseado na exploração de recursos naturais, o questionamento de  Roberto Silva é: como compatibilizar esses modelos como desenvolvimento social e regional?  A busca da resposta, segundo ele, deve partir do pressuposto de que os dilemas do  progresso técnico, estão ligados a escolhas que cidadãos e governos fazem. A  abertura chinesa, no final da década de 79, por exemplo, adotou  como estratégia o  crescimento a qualquer custo, inclusive sacrificando o meio ambiente.

Para Robson Silva, no contexto do neo-extrativismo somos desafiados a repensar o modelo de exploração dos recursos naturais. Ele fala de justiça intergeracional, onde a lógica dos grupos de interesse deve ser substituída por uma lógica de interesses da sociedade atual e futura. Dentre os mecanismos que apontam nessa direção, cita o Fundo Soberano da Noruega, que pensado para o longo prazo, organiza a exploração de recursos naturais sob a lógica da   produção, da conversão dos recursos e do planejamento do país.  No  Canadá, a política adotada,conhecida como " teoria do grampo", pressupõe anexar o recursos, e não  entregá-los, como acontece historicamente na América Latina.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Propuesta de los Pueblos Originarios frente al cambio climático

KAWSAK SACHA- SELVA VIVIENTE: Propuesta de los Pueblos Originarios frente al cambio climático

Presentado por El Pueblo Originario Kichwa Amazónico de Sarayaku

COP21, Paris, 30 noviembre- 11 diciembre 2015


Kawsak Sacha (Selva Viviente) es una propuesta para convivir con el mundo natural que nace de la sabiduría milenaria de los Pueblos Originarios habitantes de la selva amazónica y que, a la vez, ha sido respaldada por los más recientes estudios científicos. Mientras la cosmovisión occidental trata a los espacios naturales como simples fuentes de recursos materiales para el provecho singular del ser humano, Kawsak Sacha plantea que el bosque está compuesto enteramente por seres vivientes y las relaciones comunicativas que estos seres mantienen entre ellos. Estos seres, desde la planta más infinitesimal hasta los seres supremos protectores de la selva, son personas (runa) que habitan las cascadas, las lagunas, los pantanos, las montañas, y los ríos. Estos seres viven en comunidad (llakta) y así desarrollan su vida de manera semejante al ser humano. En síntesis, en la Selva Viviente el sistema económico es un telar ecológico; el mundo natural es también un mundo social.

domingo, 15 de novembro de 2015

O Silêncio da Lama: Cobertura da mídia sobre tragédia de Bento Rodrigues será debatida na Casa do Jornalista


O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé Minas​ realiza na próxima quinta-feira, 19 de novembro um debate sobre a cobertura da mídia sobre a tragédia de Bento Rodrigues.  
Com a participação de várias entidades que acompanharam os acontecimentos de perto, o evento buscará construir o relato dos fatos reais que não saíram na mídia com o intuito de denunciar o "Silêncio da Lama". Venham se somar!


Comitê Mineiro do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Outras barragens de Minas Gerais estão ameaçadas e você pode ajudar a pressionar o poder público a barrar outros desastres ambientais

Ministério Público: Determine perícia nas barragens da cidade de Congonhas (MG)

Neylor Aarao 
Congonhas
Quando barragens de rejeitos de mineração se rompem,causam danos e perdas irreversíveis. Acidentes em Minas Gerais como os da cidade de Mariana estão se tornando frequentes! A omissão de órgãos públicos e das empresas tem sido fato agravante destas catástrofes.
Assim, solicito ao Ministério Público a abertura de investigaçãoe a contratação de laudo e estudos para se verificar a situação das barragens localizadas no município de Congonhas (MG), como instrumento e subsídio a ações preventivas e punitivas.
Peço que se leve em conta as análises que se verifiquem necessárias, as de estruturas físicas, além de questões pertinentes quanto à regularidade do licenciamento, medidas adotadas quanto aos sistemas de auscultação, Análise de Riscos, implementação de Planos Emergenciais e estudo e projeção da onda de impacto de cada unidade.
Solicitamos a posterior publicidade das investigações em audiência pública.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

A vida humana, a vida animal e a vida vegetal no Brasil é muito barata

Atualmente, tragédias advindas do rompimento de barragens de rejeito tem se tornado cada vez mais comum. Segundo o IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração – este quadro se deve à ausência de conhecimento dos principais conceitos técnicos sobre a gestão de segurança de barragens de rejeitos nos vários níveis operacionais do empreendimento, além da dificuldade de monitoramento das barragens pelos órgãos fiscalizadores.


Quando se fala da tragédia de Bento Gonçalves, logo se levanta a necessidade de a empresa ressarcir a população local. Mas, tem alguns videos circulando, que mostra um pouco a historia da cidade, com sua produçao artesanal, com a organizaçao da mulheres. É mais do que uma casa, do que os prédios. É toda uma forma de vida, uma comunidade que ao longo dos anos construiu ali sua historia, que não necessariamente é material. Com a tragédia, os vídeos dão uma pequena dimensão do que foi destruido: vidas, moradias, historia, uma comunidade que ali existia. É assim com as construções de barragens pelo Brasil afora: expulsam as comunidades tradicionais e, na melhor das hipóteses, algumas pessoas conseguem casas em outros lugares. E perdem todo o resto. Em prol de uma logica de desenvolvimento que não visa a vida mas o lucro.

Hoje a imprensa divulgou que a Samarco em 2014 teve um lucro de R$ 3,7 bilhões antes de pagar os juros, impostos, depreciação e amortização e um lucro líquido de R$ 2,8 bilhões. E, que o seguro vai gastar em torno de 70 milhões para ressarcir esta tragédia. Devido a isto, o secretário do governo Pimentel disse que a empresa é vítima. Como? É fácil com estes números mostrar que é melhor correr um risco do rompimento das barragens já que tem um lucro fantástico usando uma tecnologia atrasada, mão de obra barata, terra barata, agua barata, os impostos das mineradoras são muito barato etc etc. Para que investir em algo mínimo como uma SINALIZAÇAO SONORA? Investir em novas tecnologias é então impensável.

 “ Para o engenheiro civil Marcílio Pereira, diretor da empresa Aluvial Engenharia e Meio Ambiente, o problema fundamental é a forma de beneficiamento do minério. “O principal (erro) foi a insistência em uma tecnologia que já era para ter sido substituída há muito tempo. Há formas de fazer o beneficiamento a seco, com separação magnética. E, mesmo no caso de se fazer um tratamento a úmido, com água no beneficiamento, é possível fazer uma disposição drenada do material, o que também traz ganhos em termos de segurança”. ‘

O biólogo Francisco Mourão explicou que fazer o descarte seco é muito mais eficiente, mais seguro e possibilita a recuperação ambiental. “Utilizando a forma seca de produção, você consegue armazenar o material com um risco muito menor”.” http://www.otempo.com.br/cidades/recuperacaolevaradecadas

E, porque isto não se faz? Porque a vida humana, a vida animal, a vida vegetal no Brasil é muito barata. As empresas preferem correr o risco de ter de pagar alguns milhões quando ocorre um desastre, desde que continuem ganhando bilhões de lucro anualmente. E, esta não é a primeira barragem a se romper. Algumas mais recentes: - 2001, em Nova Lima, 5 operários morreram após o rompimento de parte de uma barragem. Ficou para a população local, assoreamento, degradação de cursos hídricos e destruição da mata ciliar. - 2003, barragem de rejeitos industriais em Cataguases se rompeu e despejou cerca de 1,4 bilhão de litros de lixívia negra, contaminando o Rio Paraíba, córregos próximos, matando peixes e outras formas de vida próximo, deixando 600 mil pessoas sem água. - 2007, a barragem de rejeitos da mineradora Rio Pomba Cataguases rompeu e inundou 2 cidades com mais de 2 milhões de litros de lama, desalojando mais de 4.000 pessoas. - 2014, rompe uma barragem de rejeitos em Itabirito. Morreram 3 operários e cinco ficam feridos. Portanto, isto não é novidade.

"Um outro mundo é possível. Um outro Brasil é necessário."

Fonte: Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

#SOMOSTODOSATINGIDOS - Ativistas se reúnem em Manifesto em Flor amanhã por Mariana e contra a exploração que destrói coisas belas


Chegue junto, nesta terça-feira, 10/11, a partir das 18 horas, na Praça Sete, Belo Horizonte.

Com arte vamos expressar um manifesto, no coração da capital de Minas, por Bento Rodrigues, Mariana e todas as cidades atingidas pela tragédia que destruiu uma cidade, devastou famílias e manchou tantos rios de lama.

Roda de conversa sobre impacto:

Não a mineração e barragens!
Estamos indignados com descuidos , irresponsabilidade ao ambiente! 
Não é meio é TODO! 
Minas do ouro ferro pedras e ação! 

Paz ao TODO ambiente!



Confira o evento convocado no facebook por ativistas:
https://www.facebook.com/events/upcoming?action_history=null


MANIFESTO DAS FLORES

Veja no Link abaixo de Severino Iabá, como fazer rosas e participar do Manifesto em Flor. https://www.facebook.com/events/upcoming?action_history=null

sábado, 7 de novembro de 2015

Mariana conta a tragédia anunciada da destruição provocada por barragem de mineradora

MINERAÇÃO DESTRÓI NOSSOS RIOS E AGORA MATA NOSSO POVO

O rompimento de uma barragem de rejeitos de minério de ferro da empresa Samarco Mineradora S.A. inundou, na tarde de quinta-feira (5), Bento Rodrigues, o subdistrito de Santa Rita Durão e distrito de Mariana – MG. De acordo com dados do Comitê Brasileiro de Barragens, o rompimento ocorrido hoje pode ser o mais grave já registrado no Brasil.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Extração de Ferro e Metais de Mariana (Metabase), são estimados 15 mortos e 45 desaparecidos no subdistrito de Bento Rodrigues. Ainda segundo dados do Corpo de Bombeiros de Ouro Preto, há gente soterrada e ilhada.
A água lamacenta e contaminada invadiu Bento Rodrigues, chegou também no distrito de Santa Rita Durão e há indícios de que tenha atingido outros distritos na região. Para o coordenador das Promotorias de Defesa do Meio Ambiente de Minas Gerais, Carlos Eduardo Ferreira, ‘trata-se de uma tragédia sem precedentes na história de Minas”.

A falta de responsabilidade e preocupação socioambiental das empresas responsáveis pelas atividades mineradoras, entretanto, é recorrente. Moradores de Mariana passam por problemas constantes de falta d’água, nuvem de poeira, especulação imobiliária e uma série de outros transtornos gerados pela mineração na região. Importante frisar também que essas mesmas empresas utilizam nossas águas de forma irresponsável em pleno momento de crise hídrica no país e violam, diariamente, uma série de direitos humanos em atividades que priorizam apenas o lucro.
Em nota ao G1, a empresa Samarco afirmou que não é possível confirmar a causa e extensão do ocorrido. De acordo com o coordenador do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais do Ministério Público, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, barragem não se rompe por acaso. O Ministério Público pretende instaurar um inquérito civil para apurar as causas do rompimento e propor uma ação contra os responsáveis.

A barragem fica localizada a cerca de 25 km do centro da cidade de Mariana e os desabrigados estão sendo encaminhados para a Arena Mariana. Colchões, roupas, fraldas descartáveis, água mineral e produtos de higiene pessoal estão sendo recolhidos no local.

Os distritos que margeiam as áreas de mineração, como é o caso de Bento Rodrigues, são regiões duramente abandonados pelo poder público e pelas grandes empresas mineradoras. As assistências mais básicas não percorrem a distância que separa esses lugares do resto do mundo.

Quando chegam, ficam pouco, vão logo embora para não mais voltar. Os moradores de Bento Rodrigues foram brutalmente atravessados pela lama do capital, da ignorância, da fúria sem nome que respiramos assiduamente nos dias de agora. É sintoma de um mundo desenfreado que não sabe para onde vai, assim como a água suja e tóxica que derrubou paredes tão frágeis e inocentes.

Fonte: www.brigadaspopulares.org.br

domingo, 1 de novembro de 2015

A COP 21 das utopias

Por Sucena Shkrada Resk - BLOG Cidadãos do mundo - http://cidadaosdomundo.webnode.com

O que seria de nós, seres humanos, sem a possibilidade de desenvolver o pensamento utópico? Hoje resolvi narrar o meu discurso com esse princípio sobre a condução do combate ao aceleramento das mudanças climáticas e do aquecimento global, em que o palco das discussões é a 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (COP-21). 
Na configuração da geopolítica mundial, finalmente as palavras talvez e não deixarão de ser acentuadas e serão substituídas por ações afirmativas que se enquadrarão nas concretizações dos tratados, dos acordos e da história socioambiental  tecidas nos últimos 50 anos.  Afinal, desde a Convenção do Clima, instituída a partir da Rio-92, o problema só se agrava e o apelo da sociedade civil, do lado de fora do centro das negociações, não ganha eco, de fato, no dia a dia das deliberações das nações.
Nessa linha de raciocínio, o rascunho de 55 páginas do atual acordo, com quase duas mil aspas que denotam a dificuldade de consensos, se constituirá em dezembro em algo coerente, praticável e sustentável, na conferência oficial em Paris, e será vinculante. Que os cento e cinquenta países que estabeleceram publicamente seus compromissos de redução de emissões de dióxido de carbono até 2030 principalmente, revelem a mudança do paradigma de desenvolvimento de nosso mundo. A concretização do pós-Kyoto não repita os erros anteriores em um modelo de economia equivocado e predatório, que amplia a injustiça socioambiental.
Neste cenário, floresçam estadistas e diplomatas, com a vocação do Papa Francisco que faz valer páginas e páginas, como a Laudato Sí, que foi o grande documento socioambiental lançado por ele, neste ano. E os representantes dos países insulares e da África Subsaariana tenham espaço e sejam atendidos pelo Fundo do Clima em suas necessidades de adaptação e sobrevivência. O mundo dos combustíveis fósseis seja substituído pela energia limpa, sem mas e poréns construídos nas políticas desenvolvimentistas.
O campo das negociações não acontecerá mais em salas compactadas na frieza que não ecoa no externo, da vida real.  Os negociadores dos países partirão para onde estão os problemas e as soluções.  Choque de realidade e inovação. A matriz energética mundial e o modelo de consumo da humanidade que segue para a casa dos 10 bilhões de pessoas serão calcados no consumo eficiente. Os eventos extremos que crescem em decorrência do descompasso do ser humano com a natureza estacionarão e não existirá mais a dicotomia entre países ricos e pobres neste enfrentamento. E aquela pergunta recorrente deixará de existir: quem vai pagar a conta? O entendimento de custo-benefício será outro.
O Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC) terá um efeito, pode-se dizer terapêutico, sobre os governantes e os 196 diplomatas que constroem as negociações. Quando os cientistas orientam sobre as medidas necessárias para ter um mundo com menos de dois graus de aumento da temperatura média em meados do final do século, a matemática das ações dos gestores públicos, do universo empresarial e da sociedade como um todo entrará em sintonia de ações.
O ator Brasil
E o Brasil nesta conjunção de atores? Deixará de ser ambíguo entre o seu discurso descrito em planos e sua política interna. Chegará ao desmatamento zero e não fará valer os mais pessimistas prognósticos do documento Brasil 2040; cenários e alternativas para adaptação à mudança do clima, elaborado pela extinta Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).
O anúncio do compromisso do governo brasileiro de reduzir 43% das emissões de gases de efeito estufa até 2030, com base em 2005, o que já é bem perto do que acontece hoje, segundo relatórios, terá um percentual muito maior, neste campo das utopias. E o país não terá só a pretensão de colocar fim ao desmatamento ilegal (um questionamento pertinente: afinal, há desmatamento legal e em que proporções e em benefício de quem?) e fazer o reflorestamento de 12 milhões de hectares; a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e a integração de 5 milhões de hectares de lavoura, pecuária e florestas. Fará isso e muito mais, terá uma política agrícola compatível com a ambiental, o que não ocorre atualmente.
Essas utopias não têm fim e se somadas de forma coesa por milhões de pessoas no mundo, que têm estes mesmos anseios, quem sabe, podem fazer a diferença nos resultados da Conferência. Uma pressão avassaladora, incontestável e que não seja driblada por discursos vazios.